New Zealand — Belgium
O BC Place testemunhou um massacre sob a chuva de Vancouver — e, no entanto, por quarenta e cinco minutos, a Nova Zelândia ousou fazer você acreditar que poderia ser algo completamente diferente.
Aqui está o número que conta a verdadeira história: o xG da Bélgica atingiu 3.65 contra 0.25 da Nova Zelândia. O placar de 5 a 1 não é um exagero — se alguma coisa, cinco defesas do goleiro dos All Whites impediram que fosse ainda mais feio. Esta foi uma diferença de classe traduzida em matemática fria e implacável.
Mas aqui está o paradoxo que merece sua atenção: a Nova Zelândia realmente venceu a batalha pela posse de bola no segundo tempo, 54 a 46. Após o intervalo, eles empurraram, pressionaram. O problema é que pressionar sem dentes é apenas correr. Seis chutes a noite toda, zero grandes chances — a Nova Zelândia nunca ameaçou genuinamente a defesa da Bélgica. O primeiro tempo foi ainda mais gritante: 38% de posse de bola, sufocados. A dupla substituição no intervalo mostrou que o treinador também sabia disso. Quando Elijah Just marcou aos 84 minutos, foi um momento de qualidade individual — sua classificação de 7.41 o número mais solitário na súmula.
Kevin De Bruyne, avaliado em 9.33, foi o maestro de uma orquestra que conhecia cada nota. Seu gol aos 66 minutos foi o tipo de finalização precisa e inevitável que lembra por que sua leitura de espaço continua sendo de elite. Leandro Trossard foi o carrasco: dois gols, ambos compostos, ambos clínicos. Houve também aquele momento do VAR envolvendo Trossard aos 21 minutos — uma decisão foi contra a Bélgica então. Isso importou? Ele marcou duas vezes de qualquer maneira. A justiça foi feita, ou um potencial hat-trick foi roubado? Essa é para o bar.
A mancha da Bélgica? Duas grandes chances perdidas de quatro. O segundo tempo também os viu com 46% de posse de bola, convidando o breve renascimento da Nova Zelândia. Confortável, sim — e o conforto pode gerar descuido. Saelemaekers e Lukaku marcaram depois de sair do banco nos minutos finais, o que mostra que a profundidade deste elenco é genuinamente assustadora.
No FootLegion, os cinco gols da Bélgica estão em sua coleção — nenhum árbitro, nenhum VAR os tira.
Agora, para você: a aula magistral de De Bruyne coloca a Bélgica entre os verdadeiros contendores, ou foi apenas um desequilíbrio? E a Nova Zelândia — existe algum plano B, ou o Grupo G já acabou para eles?