Uruguay — Spain
O Estadio Akron respirou futebol esta noite — e o que exalou foi uma lição fria de como vencer feio, mas com elegância. A Espanha venceu o Uruguai por 0 a 1 no Grupo H. O placar é justo no papel. Mas aqui está o paradoxo: a equipe que mal tocou na bola quase a roubou.
O jogo foi decidido aos 42 minutos. Alex Baena, rondando entre as linhas durante todo o primeiro tempo, encontrou um espaço que o bloco médio do Uruguai se recusou a fechar. Um toque, um chute, um gol — sem assistência, o que significa que ele criou o momento sozinho. Então, nos primeiros segundos do segundo tempo, o mesmo homem recebeu um cartão amarelo. Essa intensidade, essa imprudência, faz parte do pacote Baena. A Espanha teve o melhor e o mais cru dele em uma noite. Ele foi substituído aos 66 minutos — trabalho feito, nervos controlados.
O xG da Espanha de 0,86 contra 0,20 do Uruguai confirma uma superioridade controlada — mas não um domínio. Sessenta e sete por cento de posse de bola, 89% de precisão nos passes, seis escanteios, mas apenas um chute a gol. O terço final foi um engarrafamento. Lamine Yamal e Mikel Oyarzabal foram ambos substituídos antes dos 80 minutos — rotação ou frustração, você decide. A Espanha construiu a estrutura, mas não conseguiu mobiliar.
O Uruguai foi honesto em suas limitações e corajoso em sua intenção. Com apenas 26% de posse de bola no primeiro tempo, eles defenderam com disciplina. Quatorze faltas, um bloco baixo, um plano. O problema? xG de 0,20 e uma grande chance perdida. Quando você não oferece nada na transição, um momento de qualidade — e Baena o proporcionou — é suficiente.
O segundo tempo mudou o equilíbrio. A posse de bola passou para 41-59, o Uruguai ganhou fôlego com as substituições. Manuel Ugarte saiu no intervalo, Federico Valverde saiu aos 57 — estes não são jogadores marginais. O cartão vermelho tardio para Agustín Canobbio aos 90 minutos adicionou insulto, e o amarelo de Nicolás de la Cruz no mesmo minuto sugere uma equipe se desfazendo.
Aymeric Laporte foi a rocha que a Espanha precisava — avaliado em 8,19, um lembrete de que a inteligência defensiva vence torneios tão certamente quanto o talento.
No FootLegion, cada gol que seu país marca é eternizado — ninguém tira isso.
Agora, a você: tirar Valverde antes da hora foi um erro ou uma jogada de mestre? E o Uruguai ainda pode lutar para chegar às eliminatórias, ou este grupo já se decidiu?