France — Iraq
Aqui está a questão que pairava no ar mesmo antes do apito inicial no Lincoln Financial Field: será que a França conseguiria entrar em campo sem drama e sem autossabotagem? Contra o Iraque hoje, a resposta foi sim. E isso, por si só, é uma notícia.
O placar foi de 3 a 0, e o xG não o contesta: França 2.67, Iraque 0.63. Uma vitória justa, não emprestada. Kylian Mbappé abriu o placar aos 14 minutos, dobrou aos 54 – rating 9.59, cara de predador, sem surpresas. Quem o acompanha há muito tempo reconhece o padrão: dê-lhe espaço nos primeiros trinta minutos – e a questão não é "se vai marcar", mas "quantos". Ousmane Dembélé fechou o jogo aos 66 – 8.46, afiado, imprevisível, na sua melhor versão.
Mas a França continua sendo a França. Cinco grandes chances, três perdidas. Com um xG de 2.67 e três gols, a diferença é pequena, mas a impiedade clínica necessária nos playoffs ainda não existe. 56% de posse de bola, 90% de precisão nos passes – a máquina funciona, mas a oficina de acabamento ainda não foi limpa.
Agora, o Iraque – e sejamos honestos. Eles foram superados, mas não humilhados. 86% de precisão nos passes, apenas quatro faltas – disciplina em dia. O problema é outro: quatro chutes, zero no alvo, a única grande chance perdida. Isso não é tática de vencedores em nenhum nível. A estrutura defensiva se manteve até que a França aumentasse a velocidade – então as brechas se abriam instantaneamente. O goleiro defendeu dois chutes; com 19 tentativas francesas, isso mostra onde a real ameaça permaneceu.
Aos 28 minutos, o VAR revisou um lance envolvendo Ali Al-Hamadi. Os detalhes da decisão são nebulosos – e é por isso que as discussões sobre ela não vão cessar tão cedo. Não me atrevo a julgar, mas a questão está em aberto.
A França fez sua declaração no Grupo I. O Iraque deve responder honestamente a si mesmo: zero chutes no alvo – é um acaso ou uma sentença estrutural para o torneio?
No FootLegion, os gols da sua seleção ficarão na história para sempre – nenhum VAR os anulará.
Perguntas nos comentários: Mbappé finalmente joga sem reservas – ou uma noite ruim trará de volta os velhos demônios? E o Iraque tem algum argumento capaz de assustar alguém neste grupo?