England — Argentina
Durante 35 minutos, a Inglaterra parecia que ia dar o golpe do torneio. Depois, os últimos cinco minutos aconteceram — e o placar contava uma história completamente diferente daquela que se desenrolava a noite toda no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta.
Sejamos brutalmente honestos. O xG da Argentina foi de 1.84 contra 0.53 da Inglaterra. Isso não é um jogo disputado — é um cerco com um contra-ataque desesperado que encontrou a rede. O placar final de 2 a 1 é quase exatamente o que o jogo merecia.
A Inglaterra se armou para sufocar, entregando a bola deliberadamente e confiando em sua formação defensiva. No segundo tempo, sua posse de bola caiu para 28 por cento. Funcionou até não funcionar mais. O gol de Anthony Gordon aos 55 minutos — um momento de pura qualidade individual — deu à Inglaterra uma vantagem que seu xG não tinha absolutamente nenhum direito de sustentar. Uma grande chance, um gol. Miraculoso pode ser a palavra.
Mas defender uma vantagem com 36 por cento de posse de bola é como segurar uma maré com as mãos. A Argentina teve 15 chutes, três grandes chances — e desperdiçou duas delas. Essa prodigalidade manteve a Inglaterra viva por muito mais tempo do que merecia. Lionel Messi, avaliado em 8.24, foi o eixo constante — encontrando espaços, esticando o bloco compacto da Inglaterra, exigindo decisões de defensores já no limite.
A fraqueza estrutural da Inglaterra tornou-se fatal assim que Declan Rice saiu aos 82 minutos. A lacuna entre as linhas defensiva e do meio-campo se alargou imediatamente. A Argentina precisou de apenas mais três minutos para encontrá-la: Enzo Fernández empatou aos 85, Lautaro Martínez selou a vitória aos 90. Natural, inevitável, correto.
A Argentina também não foi impecável — três cartões amarelos antes da hora, duas grandes chances desperdiçadas, um primeiro tempo que careceu da precisão que sua posse de bola merecia. Uma Inglaterra mais afiada poderia ter punido isso.
O placar reflete o jogo. O gol da Inglaterra não reflete o desempenho da Inglaterra — e essa é a dura verdade que eles devem levar para casa.
A formação defensiva da Inglaterra foi uma tática corajosa ou uma rendição ingênua? E o hábito da Argentina de desperdiçar grandes chances te preocupa antes da final? No FootLegion, os gols da sua nação ficam com você para sempre. Deixe suas opiniões abaixo.