Algeria — Austria
Kansas City testemunhou algo que será falado por muito tempo. Argélia 3–3 Áustria no Arrowhead Stadium. Seis gols, dois gols aos 90 minutos, e um placar que te diz quase tudo, exceto a verdade. Aqui está a pergunta para você ter em mente: como o time que dominou este jogo sai sem uma vitória?
Porque a Argélia dominou. Completamente. 65% de posse de bola no geral, subindo para 71% no segundo tempo. 94% de precisão nos passes. Um xG de 1.62 contra 1.44 da Áustria — os números confirmam o que os olhos viram. E ainda assim: três gols para cada um. O placar não mente, mesmo quando o jogo mentiu.
Riyad Mahrez foi a história desta partida — um ponta cujos cortes diagonais e mudança de ritmo criam problemas que os laterais simplesmente não conseguem resolver. Ele empatou aos 60, depois deu a liderança à Argélia no fundo dos acréscimos. O homem estava elétrico, com uma classificação de 8.74. Mas a fraqueza da Argélia espelhava sua força: excesso de posse de bola. Com 71% da posse no segundo tempo, eles ainda perderam uma grande chance e não conseguiram matar o jogo. Domínio sem instinto matador é apenas futebol bonito que não leva a lugar nenhum.
A Áustria merece um enorme crédito pela sua pura crueldade. O xG deles foi de 1.44. Dez chutes, três no alvo, duas grandes chances — ambas convertidas. Arnautović abriu o placar aos 28, levou um amarelo aos 11, e foi substituído no intervalo junto com outros dois titulares — uma substituição tripla que mostrou que o técnico da Áustria havia lido o primeiro tempo honestamente. Sabitzer restaurou a liderança aos 55. Então Kalajdžić, em campo por menos de um minuto depois de entrar aos 90, empatou imediatamente. Extraordinário. A fraqueza da Áustria? Eles entregaram completamente o meio-campo após o intervalo, recuando e sobrevivendo de contra-ataques. Contra um time mais clínico, isso teria sido punido muito mais severamente.
O xG dizia que a Argélia deveria vencer. O placar dizia o contrário. Ambos os lados deixam Kansas City com sentimentos complicados — e situações complicadas na fase de grupos. No FootLegion, pelo menos, os gols que sua nação marca ficam gravados para sempre.
Agora, é com você: Mahrez foi o melhor jogador individual da fase de grupos até agora? E a Áustria pode realmente ir longe nesta Copa do Mundo jogando com 29% de posse de bola?